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Por Dra. Camila Aguillar Gonçalves

 

   Atualmente, a disfunção temporomandibular (DTM) e dor orofacial são grandes responsáveis por levarem milhares de pacientes às clinicas odontológicas todos os anos com o objetivo da busca de tratamento para essas alterações.

   O termo disfunção temporomandibular (DTM) é utilizado para reunir um grupo de doenças que acometem os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM) e outras estruturas da face.

   Como sintomas, o paciente pode ter dor na mandíbula e na região da ATM, dor de cabeça, ruídos e estalidos na articulação, dificuldade para abrir e fechar a boca, dificuldade para morder e cortar alimentos, mas também ocorre enquanto a boca está em repouso. A DTM pode contribui para o agravo de uma dor de cabeça pré-existente, no qual o desconforto e estresse podem causar tensão nos músculos da mastigação, estendendo-se muitas vezes aos músculos do pescoço e ombro.

   É de suma importância compreender alguns fatores que podem levar ao desenvolvimento e manutenção da DTM como, por exemplo, o bruxismo, lesões, estresse, ansiedade, artrite, procedimentos dentários prolongados, perdas dentárias e outros.

   Como tratamentos, podem ser utilizados: placa estabilizadora ou miorrelaxante, que têm como função aliviar as articulações temporomandibulares e promover o relaxamento dos músculos da região;  uso de medicamentos e até mesmo de toxina botulínica para alívio dos sintomas, cirurgias em casos extremos; compressas quentes no local da dor, laserterapia e até mesmo um tratamento mais complexo que envolve profissionais de outras áreas como médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e até mesmo psicólogos; cabendo ao cirurgião dentista analisar e prescrever o melhor tratamento para cada caso.

   A dor orofacial é uma condição de dor relacionada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se, entre outras, as dores de cabeça, dores com origem no sistema nervoso, dores relacionadas com fatores psicológicos e dores por doenças graves, como tumores e AIDS. 

   As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns entre a população, mas levantamentos sobre pacientes que apresentam as disfunções da articulação temporomandibular (DTM) demonstram que a dor está presente em 97% dos casos.

   Para diagnosticar a doença é preciso fazer um exame clínico minucioso e um questionário para chegar ao diagnóstico. Seu tratamento, assim como em caso de DTM, pode desenvolver um caráter miltidisciplinar, não tratando apenas a dor no momento em que o indivíduo está sentindo.

   Entre as dores mais comuns na face, podem ser citadas: Otite e sinusite; articulação, dores musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação; dores nos nervos faciais, como as neuralgias; dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal; dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal; dor relacionada com a síndrome de ardência bucal (dor crônica e "queimação" em toda a boca).

   Como prevenção é preciso apenas praticar a higiene bucal adequadamente, uma vez que cáries e doenças periodontais são as principais causas para o aparecimento da dor dental. Considerando também que a saúde geral é a capacidade de defesa contra o ataque dos micro-organismos, hábitos saudáveis, alimentação equilibrada,  abstenção do fumo e prática de exercícios físicos também são fatores básicos para o complemento dessa prevenção das “doenças bucais”

 

A Ortopós disponibiliza à população um ambulatório de disfunção tempomandibular e dor orofacial. Para mais informações entre em contato pelo telefone (17) 35244618.

Responsável técnico: Dr. Dario Teixeira Macri

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